sábado, 31 de março de 2012

Anjo caído

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Você entrou na minha vida quando eu havia desistido de te encontrar.
Me colocou no chão.
Me deu a mão.
Me fez repensar, acreditar, sonhar, sorrir, chorar...
Me destruiu, me iludiu, me enganou, me distraiu, me afagou, quem sabe me amou?
De tudo eu tive um pouco, mas de nada eu tive tudo.
Podia ver em seus olhos uma lágrima, mas ela nunca escorreu.
Uma mulher de cores, uma mulher intensa, uma mulher sofrida.
Um homem de papéis, um homem de aparências, um homem como outros tantos.
A escolha foi feita a tanto tempo e os caminhos fora enfim separados.
As palavras certas foram enfim ditas e os laços foram enfim cortados.
Ainda resta uma semente do meu amor, mas com lágrimas será sufocada.
As lembranças virarão fantasmas que virão me assombrar enquanto tento dormir.
Eu queria a sorte de um amor tranquilo e o som da sua voz ao fim do dia.
Você queria... não sei o que você queria...
Um amor lógico, reparar velhos erros, ser o que queriam que você fosse... Talvês só ser  o que você realmente é.
Enfim, como a vida, tudo tem seu fim. Tudo tem seu preço.
Eu pago o meu.
Você paga o seu.
Os dois perdem e um terceiro ganha.
A vida continua, a gente dorme, os dias passam, as feridas se fecham, as marcas permanecem mas a gente aprende a não olhá-las.
O vinho está gelando, as taças no armário, mas o brinde jamais será feito.
E um dia, ao olhar o brilho no olhar de uma criança, verá um amor que era seu.
E ao olhar a lua, saberá que um dia pensei em você ao vê-la.
E quando estiver sozinho e sentir a brisa tocar seu rosto, saberá que foi ao vento que pedi para me levar para longe, o mais distante de você.
Você foi tudo e foi nada.
Você foi minha alegria e minha tristeza.
Você é meu pecado mais mortal.
Meu anjo...
Caído.


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Erica