terça-feira, 30 de outubro de 2012

O que começa mal, termina mal.

Ontem, no Rio de Janeiro, aconteceu um fato trágico.
Cinco adolescentes pegaram um carro para fazer  um passeio. Durante esse passeio, guardas da polícia militar desconfiaram da caminhonete e mandaram encostar. A partir daí começou a triste estória... Ao passarem pela batida policial, um dos pneus do carro estourou, causando um barulho que assustou a um policial, que imaginou estar sendo atacado com tiros provenientes do carro. O policial revidou. O adolescente de 17 anos, que dirigia o carro, morreu na hora.
 
Todos estão condenando o policial.
 
Quero deixar claro que não sou parente, nem amiga de nenhum policial, nem mesmo conheço as partes envolvidas, mas toda estória tem dois ângulos. Vamos pensar... cinco adolescentes farreando em um carro. Isso é contra lei, é arriscado, provavelmente estavam sob a influência de álcool... onde estavam os pais dessas crinaças? Quem emprestou a chave do carro para eles sairem? E se ao estourar o pneu eles perdesssem a direção e todos morressem? E se quando o pneu estourar eles tivessem atropelado inocentes? Nenhuma dessas questões foi mencionada, quando a população do bairro saiu à rua para protestar.
 
Realmente, o acontecido não tem como ser remediado, não há outra palavra que não fatídico. Sim, concordo que o policial não poderia ter confundido o barulho do estouro do pneu com um tiro, mas, nas ruas, diante de tudo o que acontecem com eles, imagine-se no lugar deles. Já morei em comunidade, sei o que é viver com medo, sei o que é ouvir um barulho e pensar que a casa está sendo invadida, ouvir fogos e imaginar que está acontecendo uma invasão da polícia ou uma guerra entre bandidos. Então, não dá para condenar a atitude do policial, humano, passível de erros, ter cometido o engano.
 
Não quero causar polêmicas, mas tudo o que acontece é reação a nossos atos. Se ao invés de pegarem o carro tivessem pedido o tal lanche por telefone, não teria acontecido ou se a mãe que emprestou o carro tivesse levedo os adolecentes na lanchonete também não... mas tudo tem sua hora, e tinha que ser agora, tinha que ser dessa forma e nesse momento.
 
Rezo para Deus aliviar o coração desses pais e familiares e para o policial tirar algum aprendizado desta terrível tragédia. Que nenhum deles guarde raiva e que perdoem-se. Que possam sentir a presença de Deus neste momento difícil e para que o jovem que nos deixou encontre a paz e o acolhimento nos braços carinhosos de nossos guias espirituais.

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Erica