domingo, 21 de setembro de 2014

Fazer o bem sem olhar a quem

Fazia calor aquele dia. Era um desses dias abafados, com muitas nuvens no céu. O calor me fazia suar. Trazia os cabelos presos e a bolsa pesada sobre o ombro. Aguardava o ônibus, no Sol. Ouvi alguém pedir ao vendedor ambulante para que o avisasse quando o ônibus estivesse chegando. Não olhei para trás. Meu ônibus passou e não parou. Esperei. Vinha se aproximando o ônibus da pessoa que falara às minhas costas. Era um homem, negro, sujo, com vestes rasgadas. Olhei para ele e pensei:"O motorista não vai parar". "Vou pegar este ônibus". Fiz sinal, com a intensão de que o motorista parasse para mim. O senhor entrou, passou seu passe de gratuidade enquanto eu pagava a minha passagem. Ao fazer isso, a cobradora me devolveu o dinheiro. fiquei tão sem reação que pensei que tinha dado o valor errado. Não sabia o que estava acontecendo. Foi então que a cobradora me informou: "Ele já pagou!". Olhei para ele, do outro lado da roleta e com um sorriso ele me disse:"Não custa nada fazer o bem por alguém". Disse um obrigado tímido. Não sabia ele que eu só tinha o dinheiro da ida nas mãos, todo o grande trajeto de volta faria a pé. Já briguei infinitas vezes com Deus, principalmente nos últimos tempos. Mas já agradeci muito. Neste dia, ajoelhei e agradeci mais uma vez

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Erica