domingo, 19 de abril de 2015

Memórias de um cárcere

A noite estava silenciosa. Mais silenciosa do que de costumava ser. Era um silêncio ensurdecedor. Perto dali, ela o observava,fria como gelo, com suas garras cortantes e seus dentes afiados. A morte não espera, ela toma o que é seu no momento em que acha certo. Sem a mínima cerimônia ceifa a mais tenra alma, o mais doce sorriso, o coração mais partido. Deixa a casca de seus corpos para que virem adubo e leva consigo seu hospedeiro. Egoísta. Não anda só. Nunca está só. Mas, essa noite ela estava apenas de passagem, veio escolher, veio cuidar do que é seu. imaginar o momento, o instante e dizer: "Estou perto"...

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Erica